Crónica dum desastre anunciado. Ponta Langostira

Depois de anos negando a eividência por fim, o Tribunas de Contas Europeo e, em Maio deste ano o Tribunal de Contas espanhol reconhecem o esbanjamento, o sobre-custo e a negligência de construir dous portos exteriores a apenas 20 km de distáncia. Verdegaia levava anos a denunciar que as quantidades económicas de que falavam a administraciom e os média eram falsas, denunciámos já há três anos que os custos seriam por volta dos 1000 milhons, e houvo que esperar todo esse tempo para que a adminisdraçom e Europa chegassem à conclussom à que já tinhamos chegado nós. E supom-se que eles som os peritos. A dia de hoje, quando as autoridades europeias e espanholas reconhecem que o total andará por volta dos 1000 milhons, de Verdegaia afirmamos, com as últimas obras acometidas, que a essa quantidade ainda lhe deveremos sumar os juros polos empréstimos recebidos. O 17 de Junho deste ano aparecia a notícia de que tinham um crédito de 315 milhons de euros de dívida, cuja facturaçom anual se situa em 25 milhons, e que andavam a procurar mais financiamento e colaboradores que possibilitassem o investimento para os viais ferroviários.

Depois do absurdo dos milhons investidos, o porto exterior necessita cada vez mais dinheiro, o que o tem convertido num saco sem fundo que continua necessitando mais e mais sem saber até quando. Quase nom há tráfego portuário e no seu plano de empresa para 2017, a própria Autoridade Portuária da Corunha reconhece que mais dumha década depois de que se iniciassem as obras só 10% das 200 hectares do porto exterior destinadas a empresas estám ocupadas. De facto, a administraçom herculina nom prevê ocupar 57% da superfície até 2022. A esta conclussom chega-se depois dum esbanjamento de dinheiro público alarmante e mais se levarmos em conta que a 20 km. Está o porto exterior de Ferrol  (183 milhons de euros). Quando os buques se aproximan da costa Corunhesa encontram duas megaconstrucçons bem próximas.

Esta obra representa um dos casos mais escandalosos de desvaldimento de dinheiro público. Autêntica desvergonha, muito comum entre a classe política, num País com um dos níveis de paro mais alarmantes do Estado; onde a populaçom jovem (agora formada) tem tido que voltar a emigrar como num passado nom muito afastado; onde um número elevado de famílias vive sob o limiar da pobreza; a sanidade e a educaçom vivem horas escuras devido à falta de recursos e à privatizaçom do público; e onde a corrupçom é o pam de cada dia, como ocorre, com pequenas diferenças, no resto do Estado.

O porto exterior da Corunha foi um projecto impulsado no ano 2003 no marco do Plano Galiza. Em abril de 2005 colocava-se a primeira pedra dumha megainfraestructura portuária que em breve irá caminho dos 1000 milhons de despesa e cuja rentabilidade deixa em evidência o seu escaso tráfego portuário. Nos seus desérticos peiraos tenhem atracado desde 2012 uns 80 buques (50 buques em 2014). Estava previsto que as obras acabassem em 2018.

Ubicado no município de Arteixo, zona muito batida polo mar e que tem feito muito complexo tecnicamente a realizaçom da obra e que fai impossível levantar ali um muro que poda conter o mar, o pior lugar possível para fazer um dique de abrigo. No seu momento os peritos considerárom umha loucura convertir esta zona num “porto refúgio”. Mas ao governo de turno deu-lhe exactamente igual. Há que ser muito torpe ou haver demasiados interesses por tras para desouvir a opiniom dos peritos e sobre todo levando em conta que este porto o ubicavam numha zona onde já tinham um porto exterior a escasos km.

O porto exterior da Corunha tem-se convertido na obra mais cara de Galiza e ainda nom está claro que poda acabar-se, mas sim sabemos que nom conta nem contará com mercado para funcionar a pleno rendimento. Os cálculos (interessados) que oferece a Autoridade Portuária da Corunha sobre a quanto ascenderá o total do investido ao final das obras cifram por volta de 748 milhons a suma inicial, à que agora devemos sumar outras obras que fam parte da terminal, como o enlace de comboio, ou o dos accessos com viais de alta capacidade, que segundo a administraçom suporám a suma de 220 milhons, polo que a suma total andará por volta dos 1000 milhons de euros. Ao que haverá que sumar os juros da dívida que tem o porto da Corunha por esta obra.

No ano 2013, o Tribunal de Contas da UE questionou a eficácia dos milhons de euros que recebeu de fondos de coessom por carecer conexons com as principais vias de comunicaçom e recolhe que serám necessários mais investimentos siugnificativos ou nom será operativo. No ano 2016 a UE censurava noutra auditoria o investimento “desnecessário” no projecto, nesse mesmo ano o Tribunal de Contas Europeo emitia um demoledor informe, em que se concluia que o gasto comunitário nesa infraestructura resultara “ineficaz” e “desnecessário”.

Em maio deste ano, o Tribunal de Contas espanhol, noutra auditoria em que fiscaliza a obra entre os anos 2012-2014, chega à conclussom de que a previssom de ingressos com a que se promoveu o porto exterior, nas suas origens, resultava irreal; e assinala o importante sobrecusto que acumula a obra. Neste informe fai-se referência tabém ao excesso de contrataçons directas e a falta de transparência. O próprio Tribunal de Contas reconhece, após anos negando a evidência, que “o seu investimento total vai já polos mil milhons de euros”. O tribunal também assinala que as previssons de ingressos, com os que se prtevia cubrir parte do custo, “nom se cumprirom”. Os peritos do Tribunal de Contas sublinham também que cerca de um tércio dos comntratos que suscribeu a Autoridade Portuária entre 1997 e 2010 para dar forma ao projecto fôrom adjudicados de forma directa.

Há anos que desde Verdegaia  vimos denunciando o absurdo e a desvergonha dumha administraçom que enquanto fala ao povo de crise e cortes, esbanja o dinheiro em obras faraónicas que nom produzem nem produzirám benefícios e que saem do peto do povo (a todas nos sonam temas como a Cidade da Cultura ou noutras partes do estado aeroportos sem avions…). E porem, durante todos estes anos tivérom a falta de ética de insistir em que a saúde económica dos peiraos “é boa”. Anos mais tarde reconhece-se que sabiamos o que estavamos a denunciar. Com estes dados sobre a mesa, o tribunal conclue que que “os resultados de Langosteira obligam a reflectir sobre a necesidade de planificar adequadamente a estratégia de desenvolvimento portuário a nivel nacional (estatal)”. Os seus auditores assinalam que “construir novos portos perto de outros desemboca em infraestructuras infrautilizadas”.

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